Vacina contra Febre Amarela: onde tomar em BH e quais países exigem

O Brasil é considerado uma área de risco de febre amarela e, portanto, seus habitantes devem ficar atentos à exigência de vacina contra a doença feita por vários países pelo mundo para poder desembarcar em suas fronteiras.

A maioria está localizada na África e parte menos desenvolvida da Ásia, mas há também muitos vizinhos e destinos ‘top’ entre brasileiros que demandam a vacina contra febre amarela. Entre eles a Austrália, Bolívia, Bahamas, China, Colômbia, Cuba, Egito, Polinésia Francesa, Índia, Indonésia, Paraguai, Cingapura, Jamaica, África do Sul e Tailândia.

Além disso, devido ao surto de febre amarela nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia que está ocorrendo neste início de ano, a Nicarágua e a Venezuela passaram a exigir a vacinação apenas dos viajantes brasileiros (nenhum dos países oficialmente é requerente da dose). O anúncio foi divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e vale desde o dia 6 de fevereiro de 2017. Não será necessário o certificado apenas nos casos de conexão ou escala. A lista completa pode ser conferida no fim do texto.

A vacina contra febre amarela é um detalhe importante no seu planejamento de viagem, pois alguns países nem sequer permitem o embarque do passageiro para seu destino sem a vacinação. Na Índia, a chegada sem o comprovante de que a dose foi tomada pode acarretar em quarentena. Saiba se você precisa de vacina contra febre amarela para viajar, como tomá-la aqui no Brasil e onde emitir o Certificado Internacional de Vacinação.

Vacina contra febre amarela – Como tomar

Primeiro, vamos explicar como fazer a vacina contra febre amarela. O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente a dose nos postos do SUS de todas as cidades do país, mas você também pode pagar para tomar a sua em uma clínica privada. A vacina é regulamentada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que, em julho de 2016, fez uma alteração nas normas que afetou diretamente os viajantes brasileiros. Agora, uma dose da vacina garante imunidade contra febre amarela por toda a vida. Até então, a vacina tinha validade de 10 anos e precisava ser reforçada de uma nova dose quando esse prazo vencesse.

Segundo a OMS, a nova regra se aplica também às pessoas que foram vacinadas antes da mudança. Ou seja, se você tomou a dose antes de julho de 2016, ela já terá validade para a vida toda. Mas não se esqueça de que esta vacina deverá estar documentada no Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). Um detalhe, porém, não mudou na regulamentação da OMS. A vacina contra febre amarela deverá ser feita com pelo menos 10 dias antes do embarque para o país de destino.

A idade mínima de exigência da dose entre os países integrantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de seis meses, mas há países que não concordam em aplicar a dose em menores de um ano. Na dúvida, consulte a situação do seu destino de viagem no site da Anvisa. Não existe idade máxima para a aplicação. Como toda vacina, a da febre amarela pode causar reações adversas nos primeiros dias, como dor de cabeça, febre e mal estar. Se os sintomas persistirem depois do décimo dia, procure um médico e avise-o sobre a vacinação.

Em Belo Horizonte, as vacinas estão disponíveis nos 150 centros de saúde da capital e também no Serviço de Atenção ao Viajante, localizado à Rua Paraíba, 890, Savassi, onde também já é possível já sair com o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).

Vacina contra febre amarela  – O certificado

Feita a vacina contra febre amarela, vamos explicar como emitir o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), ou, simplesmente, a carteira de vacinação internacional. Ele é amarelo, diferente do cartão nacional, de cor branca. Você pode efetuar a troca do cartão de vacinação nos Centros de Orientação à Saúde do Viajante (COV).

O titular do certificado deve comparecer ao posto munido de documento oficial com fotografia (RG, passaporte ou Cédula Profissional). Para menores de idade, é necessária a apresentação da Certidão de Nascimento, mas eles não precisam comparecer fisicamente ao centro, bastando a presença dos responsáveis.

Para encontrar o COV mais próximo, você pode fazer um pré-cadastro no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas isso não é obrigatório. Alguns postos da Anvisa localizados em portos, aeroportos e fronteiras funcionam também como Centros de Orientação, podendo emitir o certificado de forma gratuita (mas não é possível fazer a vacina neles).

Para quem quiser unir a vacinação e a emissão do certificado no mesmo lugar sem pagar nada, existem postos de saúde que funcionam como COV. Também é possível fazer as duas coisas em serviços privados de vacinação credenciados como Centros de Orientação. Neste caso, o viajante terá que pagar pela vacina, mas a emissão do CIVP é gratuita. Consulte a lista completa de Centros de Orientação na página da Anvisa na internet.

Vacina contra febre amarela – Os países

Em terceiro lugar, vamos listar os países que exigem a vacina contra febre amarela. Eles são divididos em duas categorias: a de nações que controlam o certificado de TODOS os viajantes, e a das nações que controlam o certificado apenas de quem vem de uma área de risco da doença. Como o Brasil é considerado país de risco, se você voar diretamente daqui para a Austrália, vai ter que apresentar o CIVP na chegada.

Mas se você, mesmo sendo brasileiro, chegar na Austrália depois de passar um período na Nova Zelândia, por exemplo, não terá que apresentar nada. Tudo depende muito do quão rígido é o controle do país sobre a doença e da disposição do funcionário que atender você. Às vezes, o certificado é exigido antes mesmo do embarque, pela própria companhia aérea. Às vezes, se o seu voo chega de um país que não tem febre amarela, nada é verificado, mesmo que haja pessoas a bordo que tenham feito conexão vindas de outros lugares.

Pelo sim, pelo não, a posição oficial de cada país é a que consta na lista da Organização Mundial da Saúde. Se o seu destino de viagem estiver lá, é melhor prevenir e tomar a vacina do que ser impedido de embarcar. Além disso, a febre amarela é uma doença grave e que pode levar à morte, então é bom viajar seguro, não é mesmo? Se for fazer apenas conexão ou escala em um país que exija certificado, não é preciso apresentar nada, desde que você não faça a imigração.

Nessa mesma lista da OMS, você pode conferir se vai passar por algum país de risco no caminho até o seu destino de férias e outras recomendações de saúde, como vacinação contra meningite ou malária, por exemplo. Uma versão em português está disponível no site da Anvisa. Confira abaixo todos os países que exigem vacina contra febre amarela.

Exigem vacina contra febre amarela de viajantes que vivam ou tenham passado por países de risco (2017):

Afeganistão, África do Sul, Albânia, Arábia Saudita, Argélia, Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barein, Bangladesh, Barbados, Belize, Benin, Butão, Bolívia, Bonaire, Botsuana, Brunei, Burkina Faso, Cabo Verde, Camarões, Camboja, Cazaquistão, Chade, China, Cingapura, Colômbia, Coreia do Norte, Costa Rica, Cuba, Curaçao, Djibuti, Dominica, Egito, El Salvador, Eritreia, Etiópia, Fiji, Filipinas, Gâmbia, Granada, Guadalupe, Guatemala, Guiné, Guiné Equatorial, Guiana, Haiti, Honduras, Ilhas Pitcairn, Ilhas Salomão, Indonésia, Irã, Iraque, Jamaica, Jordânia, Kiribati, Laos, Lesoto, Líbia, Madagascar, Malawi, Malásia, Maldivas, Malta, Martinica, Mauritânia, Maurício, Mayotte, Montserrat, Moçambique, Myanmar, Namíbia, Nauru, Nepal, Nova Caledônia, Nigéria, Niue, Omã, Panamá, Paquistão, Paraguai, Polinésia Francesa, Quênia, Quirguistão, Reunião, Ruanda, São Bartolomeu, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, Saint Martin/Sint Maarten, São Vicente e Granadinas, Samoa, São Tomé e Príncipe, Santa Helena, Senegal, Seychelles, Somália, Sri Lanka, Sudão, Suriname, Suazilândia, Tailândia, Timor-Leste, Trinidad e Tobago, Tristan da Cunha, Tanzânia, Uganda, Vietnã, Wallis e Futuna, Zâmbia e Zimbábue.

Exigem vacina contra febre amarela de todos os viajantes (2017):

Angola, Burundi, República Centro-Africana, Congo, Costa do Marfim, República Democrática do Congo (ex-Zaire), Guiana Francesa, Gabão, Gana, Guiné-Bissau, Índia, Libéria, Mali, Níger, Serra Leoa, Suriname e Togo.

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