Taj Mahal: porque você precisa conhecê-lo

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Entoada pelo conhecido Jorge Ben Jor, a canção Taj Mahal fala sobre “o amor do príncipe Shah-Jahan pela princesa Mumtaz Mahal“, mas o que talvez você não saiba é que história de amor é essa, que inspirou tanto Jorge Ben, na hora de compor a música. A história também leva milhares de pessoas a Agra, na Índia, todos os anos.

Estamos no século XVII e os Mongóis estavam em seu ápice econômico e social, graças a riqueza de pedras preciosas da Índia, em um período em que Shah Jahan detinha o trono do Império Mughal. Apelidado de “o Rei do Mundo” e muito apaixonado por sua esposa, a qual ele chamava de Mumtaz Mahal (“Escolhida do Palácio”), se viu impotente frente à morte de sua amada durante o parto, em 1631.

Segundo os poetas da época, a rainha era tão bela que “até a lua se escondia em vergonha” e que este fato, atrelado ao seu amor imenso, o imperador prometeu que construiria a mais bela tumba que o mundo já conheceu, honrando todo o amor que viveu com a sua eposa.

Assim, mais de 20.000 escultores de pedras, pedreiros e artistas de toda a Índia e região -que compreende da Turquia ao Iraque – foram chamados para a realização do plano megalomaníaco de um homem em dor e durante cerca de 20 anos cuidaram de cada detalhe, o mármore branco e fino, as pedreiras de Jade, Cristal da China, Turquesa do Tibet, Lapis Lazulis do Afeganistão, Ágatas do Yemen, Safiras do Celião, Ametistas da Pérsia, Corais da Arábia Saudita, Quartzo dos Himalaias, Ambar do Oceano Índico. Tudo pensado e colocado milimetricamente para ajudar a contar esta história e ainda seguir os preceitos arquitetônicos de simetria e linhas limpas.

O único detalhe que foge da perfeita simetria construída no Taj Mahal, é a sepultura de Shah Jahan, que foi colocada ao lado de sua amada esposa. Existe uma hipótese de que antes de sua morte, o imperador teria começado a fazer uma réplica da obra do outro lado do rio, em mármore negro, que seria a sua tumba. O projeto também contemplaria uma ponte de ouro para ligar as duas obras. Esta lenda ganhou força ao serem encontrados restos, do que parece ser mármore negro, nos fundos do rio.

Sendo verdade, ou não, sabe-se que pouco depois do término da construção do Taj Mahal, Shah Jahan ficou muito doente e teve seu posto tomado pelo filho Shah Shuja, vivendo seus últimos tempos de vida observando a sua construção da janela do seu palácio.

Assim, nos jardins exuberantes, localizados às margens do rio Jamuna (ou Yamuna), o Taj Mahal conta uma história que ultrapassa as amarras do tempo, sendo eterna, tanto como uma das sete maravilhas do mundo moderno, quanto como uma das maiores provas de amor.

Ana Carolina Almeida é Jornalista e colaboradora de Marketing do Grupo Acta Viagens.

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