Cataratas do Iguaçu, um espetáculo natural finalista do concurso Sete Maravilhas da Natureza.

Cataratas do Iguaçu, um espetáculo natural

Geograficamente, Foz é uma cidade única. “Você amanhece tomando café no Brasil, almoça no Paraguai e agenda o jantar na Argentina”, comenta a paranaense Isabella Fagundes, que trabalha como gerente de contas do hotel Slaviero Suites.

A cidade, situada na Tríplice Fronteira, nos limites entre o Brasil, a Argentina e o Paraguai, é hoje o segundo destino brasileiro mais visitado por estrangeiros, segundo recente dados da Embratur. O motivo não são as compras no Paraguai, mas um espetáculo natural, as Cataratas do Iguaçu, a 23 km do destino paranaense.

Votação
No próximo dia 11, encerra-se a votação para a escolha das Sete Maravilhas da Natureza, promovida pela empresa Suíça New Wonders of Natureza – o Brasil participa com as cataratas e a Amazônia. Na época de lançamento do concurso, eram 440 concorrentes, hoje são 28 finalistas.

Os votos podem ser enviados pelo site www.new7wonders, que tem também versão em português, ou por SMS para o número 22046. Segundo Silvana Canal, do Iguassu (com doi ss mesmo) Convention & Visitors Bureau, as cataratas são um destino único pelo volume de água e pela quantidade das quedas.

Parceria
Desde julho, os Parques Nacionais do Iguaçu (Brasil) e Iguazú (Argentina) elaboraram um mapa integrado de passeios e serviços, hoje distribuído aos turistas que visitam as cataratas de ambos os lados. O folheto faz parte da campanha “Cataratas do Iguaçu – um destino, dois países”.

“Há quatro anos elegemos uma estratégia de parceria publico-privada que tem dado muito certo. A Argentina também participa dessas ações integradas desenvolvidas no Brasil”, comenta Silvana.

Crescimento
Desde que passou a gestão para a iniciativa privada, a empresa Cataratas do Iguacu S.A., a infraestrutura do Parque Nacional do Iguaçu melhorou: foram investidos R$ 42 milhões em um elevador panorâmico, restaurante, lanchonetes, lojas e mirantes.

O número de turistas pulou de 950 mil em 2006 para 2,5 milhão em 2010. Cresceu também o número de voos diários, de 8 para 30, com a presença das companhias Gol, TAM, Azul, Trip, Webjet, as uruguaias Pluna e BQB. Até o próximo ano, cinco novos hotéis serão inaugurados.

Belezas

Antes de continuar esta matéria, é preciso um aviso: nenhuma descrição, nenhuma foto é capaz de transmitir a vocês, leitores, com toda emoção e deslumbramento, a verdadeira dimensão de estar ali de frente, ao lado, bem perto das imponentes quedas d’água. E, por mais que as imagens transbordem de beleza, as cataratas ao vivo provocam as mais diversas reações nos turistas.

Como a que presenciei em um mirante do lado brasileiro. As amigas cariocas Zuleica Rosa, 42, secretaria, e Joselene Vilanova, 49, diretora de escola, permaneceram mais de meia hora paradas, boquiabertas, molhadas dos pés à cabeça. “Era um sonho conhecer as cataratas. É maravilhosa essa sensação de estar próxima da natureza. É muito diferente do que vemos nas fotos. Eu achava que as quedas ficavam distantes, não sabia que podíamos chegar tão perto”, comenta Zuleica.

As duas amigas não tinham dinheiro suficiente para um passeio de helicóptero, mas se mostravam bem dispostas a percorrer os lados brasileiro e argentino das cataratas. Do alto, um sobrevoo serve para ter uma visão da dimensão dos parques, das cataratas, de Itaipu e do encontro dos rios Iguaçu e Paraná, a chamada Tríplice Fronteira, limite oficial entre o Brasil, Argentina e Paraguai.

Caminhada
Mas há uma maneira mais simples e em conta: percorrer a pé ou em trenzinhos os parques. Reserve dois dias para os passeios. Comece pelo parque brasileiro: os pacotes das agências já incluem traslado e ingresso. Caso não tenha um pacote, pegue um táxi ao custo de R$ 50 (ou um ônibus a R$ 2,40) e desembolse R$ 24,30 para compra do ingresso. Do portão de entrada do parque até as cataratas são cerca de 6 km.

Depois que se ultrapassa o Centro dos Visitantes, ainda é preciso apanhar um ônibus até o primeiro mirante. Dali para frente, prepare as pernas para caminhar uma hora e meia entre as trilhas, com subidas, descidas e paradas estratégicas para contemplar a beleza de cada salto. É muito importante ir de tênis e roupas confortáveis. O ponto final do passeio é na maior cachoeira antes da Garganta do Diabo, momento para empunhar as máquinas e tirar fotos a poucos metros da queda.
A volta pelo lado brasileiro é mais tranquilo: o turista não precisa fazer toda a trilha de volta, basta apanhar o elevador panorâmico que liga o centro de Porto Canoas à parte superior das quedas. A dica é parar para comprinhas nas lojinhas de suvenires e um almoço ao estilo self-service com custo médio de R$ 45 por pessoa.

Na água
O tour mais radical ocorre pelas águas. A empresa Macuco Safári oferece passeio com duração de duas horas
A aventura se inicia quando carretas puxadas por veículos elétricos conduzem o visitante por trilha de 3 km na mata. Guias bilíngues explanam sobre fauna e flora
O visitante então apanha um barco até a cachoeira Três Mosqueteiros. O piloto realiza manobras e passa através das quedas d´água, deixando todos encharcados

Fonte: Jornal Pampulha

Para saber uma pouco mais deste destino, visite http://www.votecataratas.com.

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